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27.5.10

BARBIE E KEN- by ME

Hoje não resisti em colocar a Barbie e o Ken que fiz.
A história foi assim. Me foi solicitado uma Barbie e um Ken para publicar na Revista Fashion Dolls e então fiz com ajuda das modelistas e costureiras aqui da fábrica pra ficar com acabamento perfeito, como da industria. Fiz aqui na Dopping.
Como eu tinha feito um macacão lindo em denim na coleção de verão, usei como inspiração pra Barbie e usei pro top, um teste de estamparia. Por último, alguns paetês bordados, afinal ela pode e deve usar um pouco de brilho, vocês não acham?
O Ken, foi um denim (com bolso e pesponto também), camiseta estampada e jaqueta até com forro vermelho no capuz. Fora o acabamento de todas as peças que ficaram incríveis.

Fazia algum tempo que eu não fazia dolls, já tinha feito algumas para exposições e quando criança, vivia fazendo roupas de boneca.
Confesso que faz tempo, kkkkkk.

Fiz muitas fotos da dupla, como se fosse um editorial. Usei até ambientação com madeira pra dar um ar de inverno.
O Victor que me solicitou, pediu pra eu não publicar antes, mas como ainda não saiu a revista e nem sei se vai rolar, decidi postar aqui.

1.12.09

HEAL THE WORLD

Hoje quando fui almoçar com meus colegas de trabalho, tinha uma surpresa no refeitório. As crianças de uma instituição da qual a empresa que trabalho colabora, estavam lá pra fazer uma apresentação de agradecimento. Elas cantaram uma musica, duas e depois na terceira, começaram uma versão para a música do Michael Jackson "Heal The World".
Eu confesso que tenho um problema com essa musica e desde que foi lançada, nunca esqueço a primeira vez que ouvi,(eu estava na Itália) e toda vez que ouço, eu choro.
Não importa a situação e nem o local. É como girar o botão de liga e não contenho as lágrimas. A letra é linda e melodia mais ainda.
Enfim, tentei controlar, disfarçando, mas depois que as crianças terminaram, vieram dar um abraço em todos que ali estavam.
Eu e a Kati que trabalha comigo estávamos chorando e começamos a rir de nós mesmas.
O Natal vem chegando e milhões de pensamentos e dentro deles, alguns pedidos que não sei se vão se concretizar.
Eles não dependem de mim.

There's a place in your heart
And I know that it is love
And this place could be much
Brighter than tomorrow
And if you really try
You'll find there's no need to cry
In this place you'll feel
There's no hurt or sorrow

25.9.09

SPORT CENTER PARIS

Desenhado pela KOZ Architcts, esse Sport Center de 1.600 metros em Paris é inesperada e ousada em seu uso desenfreado de cores, tanto dentro como fora.
Não é preciso muita imaginação para entender que os brinquedos e brincadeiras de infância foram a inspiração para o recente concluído centro de esportes e recreação para crianças em Saint-Cloud.
É uma rica comunidade, localizada na região metropolitana de Paris, cerca de seis quilômetros do centro da cidade.



20.5.09

DO LUXO AO LIXO

Rubina Ali, atriz do filme ''Quem quer ser um milionário?'', ao lado de sua casa em favela de Mumbai.Foto Rajanish Kakade/AP

Acabei de falar em luxo e agora falo do lixo.

A casa de outra criança que atuou no filme “Quem quer ser um milionário?” foi derrubada em Mumbai, na Índia, nesta quarta-feira (20). As autoridades estão demolindo favelas da cidade, muitas delas em que vivem crianças que trabalharam no longa-metragem de Danny Boyle.
Munni Qureshi, madastra de Rubina Ali, a menina de 9 anos que interpretou a protagonista Latika quando criança, afirmou que seu marido foi agredido pela polícia que estava supervisionando a demolição. Segundo ela, o homem teria sido levado ao hospital com ferimentos leves.
“Estou me sentindo mal. Minha casa foi demolida e não sei onde vou dormir”, afirmou Rubina à agência Associated Press. “Como a polícia pode aparecer assim do nada, sem nem nos dar um aviso?”, questionava a madrasta.
“Quem quer ser um milionário?” ganhou oito Oscars e arrecadou mais de US$ 326 milhões, mas o filme e sua equipe têm sido acusados de ter feito pouco por suas estrelas infantis, especialmente Azharuddin Mohammed Ismail e Rubina. A casa do menino também foi derrubada, na semana passada, e houve acusações de agressão por parte da polícia.
Os dois atores-mirins foram descobertos pela produção do filme, nas ruas de Mumbai. Os protagonistas adultos do longa, Dev Patel e Freida Pinto, foram lançados à fama internacional após o lançamento do longa.
Então me pergunto:
De que adianta mostrar a essas crianças um minuto de glamour do outro lado do mundo, vestir belos trajes no tapete vermelho, se depois elas voltam a triste realidade em que vivem e nem um teto a mais elas tem pra morar. Nem uma casa ganharam pra atuar no filme?
E olha que uma casa de lá, deve custar muito pouco.
Que espécie de homens são esses? Faturam tanto, não era justo pelo menos terem dado uma casa pra essas crianças que trabalharam no filme?
Mostrar a miséria e ser tão miserável desse jeito? Trabalharam de graça?
O que importa se depois de tudo, a vida continua sendo somente um filme produzido?
Se nada é feito pra colocar a humanidade num estágio de vida um pouco mais digno?
Não é dando esmola, mas sim gerando recursos pra essa gente.
Ensinando e dando o valor de cada um, mostrar uma luz no fim do túnel. Fazer sonhar, ter perspectiva de vida...trabalhar e trabalhar, pois só isso dignifica o ser humano.

Favelas de lá, favelas de cá. Se cada um fizesse uma parte em prol de uma causa, com certeza formaríamos uma nova geração de gente e não de "ratos", pois não tem outra definição pro tamanho da miséria que vive uma grande parte da humanidade.
É isso que penso.